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05/06/2019

Advogados criam cartilha sobre liberdade em sala de aula



Desde as primeiras ameaças à liberdade de cátedra pelo então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, estimulando que alunos gravassem e denunciassem professores que estivessem ‘fazendo militância’ em sala de aula, que os professores convivem com a iminência do terror e da censura.

Eleito, Bolsonaro mostra que o terror e a censura são a tônica de seu governo, especialmente com relação à educação. Dentre as diversas medidas, estão cortes de verbas, ingerência na nomeação e exoneração de cargos de confiança em instituições federais de ensino, tentativa de colocar a polícia para fazer patrulhamento ideológico nas unidades de ensino, além de ameaças diretas e prisões de professores.

Em abril, a coordenadora geral do Sinasefe Nacional e professora do Instituto Federal de Goiás Campus Águas Lindas (IFG Águas Lindas), Camila Marques, foi detida dentro do campus e levada à delegacia. Policiais entraram no campus, agindo com truculência, revistando alunos em sala de aula. Camila começou a filmar a ação, foi ameaçada por um policial e depois levada à delegacia.

Na semana passada, o professor do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), Wanderlan Porto, começou a ser ameaçado, inclusive pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, por conta de sua fala na plenária em defesa da educação, realizada por alunos, professores e servidores do IFAL.

Fernanda Chaves, servidora do Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT), vem sendo ameaçada por distribuir panfleto do sindicato em seu local de trabalho. Ela participou da 159ª Plenária Nacional do Sinasefe para pedir apoio.

Por conta de situações como estas, o Conselho Nacional de Advogados de Servidores Públicos (CNASP) lançou a cartilha ‘Liberdade de cátedra, de expressão e pensamento’, com orientações a docentes sobre como se proteger e se defender em situações assim.

Clique aqui e baixe a cartilha.


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