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25/05/2026

Resposta à “Nota à comunidade acadêmica” do candidato prof. José Osman



O SINASEFE-SE respeita a autonomia de cada candidatura, mas entende que a justificativa apresentada pelo candidato professor José Osman não enfrenta o ponto central da questão: a recusa em participar de um espaço legítimo, público e democrático de diálogo com a comunidade do IFS.

Causa-nos estranheza que uma candidatura que afirma compromisso com o diálogo democrático opte por se ausentar justamente de um espaço aberto ao diálogo com trabalhadoras, trabalhadores e estudantes. O respeito às instâncias oficiais não exclui, em nenhuma medida, a disposição de participar de iniciativas promovidas por entidades representativas. Em uma instituição como o IFS, o diálogo democrático não deve ser tratado como obrigação meramente formal, limitada aos ritos de editais, mas como prática política concreta, ampla e permanente.

O debate promovido pelo sindicato não buscava substituir os momentos oficiais do processo eleitoral, mas sim ampliar a participação, a escuta e o contraditório. Como todas as mais de 1300 pessoas que já visualizaram nossa transmissão, ficou claro que o SINASEFE-SE cumpriu seu papel e manteve sua imparcialidade entre os candidatos presentes. Inclusive, escolheu um local fora do IFS para garanti-la, o que, vale dizer, foi acordado com os candidatos presentes na reunião em que todos foram convocados com antecedência.

Se os pontos da carta compromisso publicada pelo SINASEFE-SE com base em questões enviadas por servidoras(es), filiadas(os) ou não, estão contempladas no plano de gestão apresentado pelo candidato como afirmado em sua nota, por qual razão ele não poderia assiná-la como o fizeram os demais candidatos? 

Ao se apoiar apenas na formalidade do processo para justificar sua ausência, a candidatura do prof. José Osman adotou uma visão restritiva da democracia institucional, que também se constrói nos espaços das entidades representativas. Ora, planos de gestão e notas públicas não substituem o debate direto, o posicionamento público e o compromisso assumido diante da comunidade. Agrava-se ainda o fato de, com esse tipo de postura, essa candidatura adotar uma prática semelhante à atual gestão que fala muito em democracia e diálogo mas busca distância do SINASEFE-SE e restringe ao máximo (quando pode) nossa participação nos espaços formais.

O SINASEFE-SE lamenta profundamente essa escolha política e reafirma seu compromisso em lutar por mais debates, mais participação e mais democracia no IFS.

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