Nos dias 29, 30 e 31 de maio, aconteceu, em São Paulo, o 11º Seminário Nacional de Educação do Sinasefe (SNE). Com o tema “Por uma educação integral: inclusão, disputas curriculares e financiamento como resistência ao projeto neoliberal”, o evento reuniu mais de 200 sindicalizados de seções sindicais de todo o país.
Os SNEs, por meio de mesas com convidados e participação dos sindicalizados, debatem a concepção de educação pública defendida pela base do sindicato, contribuindo para orientar as políticas da entidade.
Nesta edição, as mesas abordaram os temas: “Educação, sindicato e políticas de inclusão e diversidade na Rede e nas Escolas do Ministério da Defesa”; “Educação para a classe trabalhadora: defesa do EMI, EJA e das licenciaturas nos IFs”; e “Financiamento da Rede, assistência estudantil e política cultural”.
“O seminário contribuiu para ampliar minha compreensão sobre as dificuldades que a instituição vem enfrentando diante dos impactos das constantes reduções orçamentárias e da militarização das instituições de ensino. Também possibilitou uma reflexão mais aprofundada sobre os enfrentamentos necessários diante dos processos de desmonte e dos diversos ataques sofridos pela educação pública”, compartilha a servidora Luzileide Silva, que esteve presente como delegada no evento.
Vânia de Jesus, também delegada, destaca a relevância das discussões sobre políticas culturais. “Precisamos desenvolver ações culturais mais robustas em nossos espaços, levando em conta a imensa diversidade e pluralidade dos nossos discentes. Refletir sobre a presença de estudantes quilombolas, indígenas e de diversas origens em nosso cotidiano reforça que a valorização da cultura não é apenas uma atividade complementar, mas uma ferramenta pedagógica essencial.”
Karen Gomes, destaca as discussões na área educacional. Pudemos ouvir e interagir com educadoras e educadores de todo o país e compreender um pouco mais sobre a realidade de cada instituição. O SNE busca transpor a necessária incursão teórica, mas também mobilizar para ações efetivas de construção de uma educação pública democrática e inclusiva, afirma.
“Ficou claro que temos um grande desafio nos dias atuais, em que somos constantemente bombardeados pela extrema direita, que tem feito de tudo para impedir uma educação emancipadora, transformadora e libertadora, pela qual tanto lutamos enquanto classe trabalhadora. Também é preciso que a gente faça, no cotidiano, os verdadeiros enfrentamentos, cobrando das autoridades competentes políticas públicas que atendam às necessidades dos estudantes menos favorecidos”, compartilha o delegado Jailson Cardoso.
Para Elizete Ferreira, delegada de Sergipe, a criação do Coletivo Nacional EJA/EPT foi um momento central. “Articular a Educação de Jovens e Adultos com a Educação Profissional e Tecnológica é um passo fundamental para resgatar a dívida histórica que o Estado tem com aqueles que não tiveram seus direitos educacionais garantidos na idade considerada regular”, compartilha.
“Avançamos também ao sugerir às bases do Sinasefe a composição de grupos de trabalho dedicados às políticas educacionais e culturais, porque a educação também se faz nos museus, nas bibliotecas comunitárias, nas rodas de cultura e nas expressões artísticas populares”, conclui Elizete.
Você pode conferir os encaminhamentos, palestrantes e mais detalhes do evento no link: https://sinasefe.org.br/sne/11o-sne-encerra-seus-trabalhos-com-sistematizacao-de-encaminhamentos/.